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14 novembro 2011

Mulher de ferro

Era uma mulher muito engraçada,
não tinha roupa, não tinha nada.

Ninguém ela fazia rir,
porque palhaços não tinha ali.

Ninguém ela fazia chorar,
porque nada sabia sobre amar.

Ninguém ela fazia entender,
porque vivia a não se mover.

Mas ela era como o ferro,
na loja de doces, no quero-quero.

05 novembro 2011

carpe diem

O dia é seu, não farás dele um recomeço,
feito que é indutivo dos pensamentos de
outrora.

Viva com a irracionalidade que Deus te
presenteou, a vida não existe amanhã,
só existe com o sorriso de
hoje.

Pego emprestado os versos de Horácio,
confio-te o segredo do universo,
carpe diem quam minumum credula
postero.

03 novembro 2011

pseudo escola

Na infância, tudo é admissível,
o amor da jovem pelo jovem;
mas só é sentimento, quando
o amor do jovem é pelo jovem.

Tudo o que se assemelha é –
pseudo –, só não é amor o que
é imposto por uma ideologia
que dita as regras injustas, para
que o jovens não se amem por
suas semelhanças, diferenças.

01 novembro 2011

medo

Medo,
sem você eu sinto
medo!
Medo
de caminhar pelo
medo
de não conseguir chegar a lugares que
medo
me expõe por eu ser uma pessoa que
medo
sente do novo. E posso dizer que eu tenho
medo
de caminhar por ruas que não conheço, e estas me transparecem somente
medo.
Medo
é o que não quero sentir e, então, eu me pergunto onde está você para me proteger do
medo
e mais uma vez quando não te acho em lugar algum lembro que
medo
é somente uma palavra
e, então, eu deixo de sentir o sentimento que me aflinge, o
medo.

29 outubro 2011

De manhã

Um
passarinho veio
me dizer que
a vida não vai
esperar por você, chorei,
mas me conformei com as palavras
do serzinho que veio de manhã ao meu encontro

me dizer

que a vida não vai

me deixar esperar
você.

26 outubro 2011

Você

Vejo a vida,
viajo em sonhos,
vivo o que vejo,
sonho com as minhas viagens.

E você?
Não sai
das vivas viagens
que tenho!

E você?
Não sai
das vivas viagens,
por quê?

23 outubro 2011

Verbo Haver

Há coisas que não precisam ser ditas,

coisas que o olhar pronuncia,
que as pessoas nunca entenderão.



Há coisas que não precisam ser justificadas,
coisas que não precisam de razão,
que devem ser sentidas.

Há coisas que para senti-las é preciso se entregar,
coisas que precisam de esperança,
que precisam ser alimetadas aos poucos.



Mas o tempo não espera
e como lidar com o tempo?
Como lidas com o sentimento?

Esperar o dia de amanhã pode não ser o melhor,
por isso, tenha consigo que o amor nasceu
de você e é você que irá transfiri-lo.



Ninguém provoca amor em nós,
este parte de nós,
de algo que nasceu conosco.



E o tempo?
Há coisas que o tempo não entende
e não nos dá tempo de entender.

22 outubro 2011

amado

seu cheiro está em mim…
,sua imagem está presente
,seu toque está marcado
,seu olhar está fotografado
,seu beijo está selado
,seu riso está gravado
…seu corpo não está AQUI

19 outubro 2011

resolução

EU
amo
QUANDO
perco
A
cabeça

É
quando
ACABO
fazendo
A
coisa
CERTA

POIS
as
COISAS
erradas

faço
QUANDO
estou
DE
cabeça
FRIA

18 outubro 2011

fica comigo!

EU vejo…

VEJO
palavras onde somente há sentimento,
PALAVRAS que me fazem parar no tempo,
QUE me levam a uma cópia de mim,
ME traduzem rimas e afins.

TRADUZEM o que não sou,
O caminho que estou,
CAMINHO sem pedras,
QUE há várias janelas.

o estar,
O amar.

AMAR
e outros verbos que escolhi contigo catequizar!

23 março 2011

Ausência

Escreverei seu nome com os dedos nas areias do tempo,
mas não te protegerei das pegadas humanas;
tampouco dos beijos molhados das mares altas.

***
Não o deixarei só,
porém não o resguardarei dos ventos rasteiros
e nem das lágrimas do céus.

***
Estarei ao seu lado,
embora minha presença seja fria.

***
Sei que te cuidas bem,
por isso deixo-te caminhar e viver.

***
Mesmo presente do meu jeito.

15 março 2011

Melindre

Procurei ver nos seus olhos
tudo àquilo que quis sentir.
Procurei dentro da sua imaginação
um lugar especial para mim.

Caminhei dentro do seu olhar
guiado pelas mesmas meninas negras
que te ajudam a me enxergar.
Caminhei pelas estradas
loucas de suas fantasias
e me encantei pelos absurdos seus
já maduros.

Encontrei nosso sentimento
cruzado pela observação,
não de um,
mas de dois corações
que não eram os nossos,
eram de outra definição.
Encontrei em meio a pinturas coloridas
nosso sonho de vida eterna,
colorida,
mas sem rimas,
e cheia de mentiras.

Procurei em pegadas largas
o caminho que me levasse ao encontro teu,
hoje chamo de você
o que poderia ter sido meu.
Encontrei nas marcas
dadas em caminhos oscilosos
o que tanto procurei,
hoje estou feliz,
pois tive a vida que amei.

26 fevereiro 2011

Pulcro Silvio Pulcro

Com carinho,
escrevo para Pulcro.
MENINO que trocou os cabelos
por sonhos e desejos....
Visto pelos céus,
ABENÇOADO
pela terra - palco da realização dos anseiosos.

Com amor,
dedico este para o SILVIO.
GAROTO de espírito juvial,
VIVO
como um anjo sem assas - de suspiro.

Sem palavras não explico
o que o olhar CHEIO quer desenhar
com força
a proeza desse
SENTIMENTO
- vivo como as rosas roubadas por Meireles.

04 outubro 2009

Novos tempos


Não há como não lembrar
nem como esquecer
ao olhar o tempo
me lembro
que não esqueço
que foi um ótimo momento
vivido de recomeço.

Não há como não se magoar
nem como se permitir
ao fechar a porta
me magoo
e me permito
pois vivo do amanhã
sem ritmo.

Não há como não amar
nem como verbalizar
o tempo e a porta fechada
pois amo
e me verbalizo
com novas projeções
e hoje me realizo.

20 setembro 2009

Obrigado ‘Passos’

“Nasci no Bexiga,
e lá me criaram
Por certo, um dia, eu virei ‘arquiteto’.
Depois ‘professor’.
Depois ‘cenógrafo’.
Depois ‘pintor’.
Desenho desde criança.
O teatro me ensinou a vida;
a arquitetura o espaço,
o ensino a sinceridade,
a pintura a solidão.

Flávio Império (1935 – 1985)

Acreditamos na magia, no poder,
na sensualidade, na vivacidade,
na introspecção
e no tempo.

Acreditamos na conquista,
na vida, no viver inconsciente,
na transformação
e no corpo em movimento.

Acreditamos no passado transformado,
no presente formulado,
talvez, nosso erro deva ser
viver em um futuro planejado.

Acreditamos nas moradas,
nas almas que sabem amar,
que sabem olhar,
conversar,
criar, imaginar
compor e transformar.

Acreditamos em nós,
pois somos o espelho dos nossos atos,
sabemos, supostamente, onde erramos,
consertamos, ainda hoje, como podemos,
multamos e deixamos como acreditamos,
somos lúdicos, bobos, perdidos, firmes,
simplesmente,
sensíveis.

És sensível,
simplesmente,
carinhoso, atencioso, presente, amigo,
mesmo distante,
multa e deixa como acredita ter que ser,
sinaliza, ainda hoje, como pode,
sabe, supostamente, onde erra,
pois és um parceiro exemplar
para os que sabem valorizar,
dever ser valorizado.

Acredito nos Passos
de quem passa
e ainda contribui
para os Passos de quem não sabe caminhar,
apenas sabe correr,
almeja arquitetar.

Agradeço, de coração, muito.

E de longe admiro

e acredito

nos seguros e seus
traçados


Passos.

Obrigado!

14 setembro 2009

Claro que é sorte!

Quero olhar para você
E ver que realmente admira o que vê.

Quero através dos teus olhos ver
A minha imagem transversal.

Quero me sentir vivo,
Ver-me em três dimensões.

Quero com você sonhar,
Tornar tudo possível,
Transpor do imaginário
Uma sensação amável.

Quero correr,
Andar,
Sentar,
Deitar,
E dormir como criança.

Não precisa ser em seu colo,
Mas quero sentir sua presença.

Pode ser do lado direito ou esquerdo da cama,
Mas, por favor, não me acorde.

Pois, em sonho,
Vivo um amor que nunca morre.

Mesmo que isso te incomode,
Quero deixar claro
Que o importante
É saber que isso é algo vivo
e muito forte.

Sinto que isso
Não é nada exótico,
Todos querem viver isso também.

Acho que é enorme,
Há bastante espaço
e até camarote.

Mas o que quero de verdade
É apenas que o meu querer
Seja complemento do seu desejar.

Quero que o dialogo
seja o nosso elo mais forte.

Quero, também, que quem nos ver
Não pense que, também,
poderia ter algo vivo como nos.

Mas que sim,
Que este observador tenha o desejo de construir o querer.

Assim como nos aprendemos
a construir o nosso.
E podemos dizer que somos homens de sorte.

13 setembro 2009

Amor Sublime - Catedral


Lembro de você amor
Toda a vez que eu passo aqui
Noites de luar,manhãs de sol
A iluminar os nossos destinos
Sei que não há mais ninguém
Que possa me preencher
O amor com você,é mais bonito,é todo azul mar
Vem me fazer feliz oh! meu bem...

Com você tudo é diferente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem
Nosso amor é sublime,é nascente
E eu te quero pra sempre, oh! meu bem...

O teu nome eu gravei
Dentro do meu coração
Tem uma canção,com o vento
Ter o teu olhar,vejo tudo
Que um dia eu quis ver
Nada é igual à você
Com o seu amor
Tudo é mais simples,é todo azul do mar,
Vem me fazer feliz oh!meu bem...

Com você tudo é diferente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem
Nosso amor é sublime,é nascente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem...

Sei que não há mais ninguém
Que possa me preencher
O amor com você,é mais bonito,é todo azul mar
Vem me fazer feliz oh! meu bem...

Com você tudo é diferente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem
Nosso amor é sublime,é nascente
E eu te quero pra sempre, oh! meu bem...

Com você tudo é diferente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem
Nosso amor é sublime,é nascente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem...

Oh! meu bem...

10 setembro 2009

O tempo não para, mas nos para.


‘ADEUS
PASSADO
QUE ME PERTUBA,
QUE ROUBA MEU PRESENTE,
QUE DESTROI MEU FUTURO.
FORA MOSTRO DE UM SER
REPRIMIDO, CAOTICO E JUVENIL’

, gritou IRaci freneticamente da janela do subSOlo.

07 julho 2009

Uma noite...


O momento começa.
Você não percebe?
É o relógio que marca
As horas que não passam!

As músicas tocam.
E as letras me lembram,
De que não há lágrimas
Para quem chora.

E então, eu vejo
Que o que mais desejo
Depende mais de meu peito
De que de outro sentimento.

23 junho 2009

Ousadia


De pé na cadeira, eu grito!
Liberto tudo o que penso, todas as imaginações figurativas de quem aceita até os mais fortes tapas de pelica do universo.
E, meu ‘cú’ para o universo!
Simplesmente, grito todos os ‘foda-se’ inconscientes.
Digo o que penso.
Dirijo da minha maneira, e mostro o porquê de eu ser único.
Sem medo da verdade, sapateio no meu orgulho humanitário, e vomito o ‘eu posso’, o ‘eu quero’ e o ‘é meu’.
Parodiando, intimido: Venha a mim as críticas!
Publicamente, decreto e – as atitudes externas que envenenam o meu bom gosto de observação, de conduta, fazem de minhas experiências práticas casos de estudo para a sociedade moderna – grito:
Sinto-me forte, sinto-me eu e sou o que sou, simplesmente porque não sou você!