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21 outubro 2011

<3 !sim, eu amo você!

Sr. Alguém,

não se preocupe comigo ou com meus sentimentos, somos seres indivíduos; podemos sentir pena pelas pessoas que passam em nossas vidas, podemos também ajudá-las com dinheiro ou palavras de conforto, mas nunca iremos sentir por elas nenhum tipo de sentimento que as provocarmos, o que podemos é compreender porque já sentimos em algum momento dá vida o mesmo.
(…)
E o que você me provocou? Amor! Porque amo ficar junto de ti, e a cada vez que nos encontramos fica difícil te deixar. Assistir a você partir me causa saudade. Sabe de uma coisa? Seu namorado também sabe disso, ele não encontrará alguém como você.
(…)
Gostaria que fosse meu, mas não será... Ainda! Não quero deixar de te ver, fique tranquilo também, tenho os pés no chão e nenhuma sinceridade sua me fará mal. Seja meu enquanto o tempo permitir e saiba que passarinho prezo em gaiola vive menos e morrer cedo, e o que mais gosto em você é a sua liberdade... Seu sorriso...
(…)
Ah! A alma capta sentimentos que deixamos passar, se chegarmos a nos amar será pelo tempo que for preciso para evoluirmos, pois a vida só tem um propósito a não ser este... O que fazemos em vida é o que representará em morte. Amo você!

14 outubro 2011

psicografia

Se eu morresse hoje, talvez não teria tantos arrependimentos. Posso dizer que estudei tudo o que quis, não exerci tudo o que estudei; mas aproveitei em algum momento todo o conhecimento que adquiri. Principalmente para conhecer pessoas. Conheci inúmeras, o que na minha opinião foi a melhor de todas as minhas loucuras. Enquanto ouvia as pessoas dizendo que queriam amar, eu me aventurava nessas mentiras sem criar nenhuma expectativas. O hoje foi a melhor tatuagem que me permitir gravar.


Por que mentiras? Posso dizer que o que aprendi nessas aventuras foi que quem realmente tem interesse em construir algo não verbaliza, coloca a mão na massa. Não brinquei com o sentimento de ninguém, mas deixei de ser sincero muitas vezes. Afinal, também tive que aprender com os meus erros, se é que podemos chamar isto de erro?! Para descobrirmos, precisaríamos de mais tempo. O que está contra você agora.

Fiz coisas boas como manda a ética, fiz coisas ruins como manda a vida. Na minha opinião, a vida sem ética é mais saborosa. Não engorda e, ainda, não é enjoativa. Digo que o problema não é morrer, é deixar de se lambuzar nessas delícias. Logo, o que não é enjoativo, é sempre bem-vindo.

Transei muito. Só deixei de transar - com tanta frequência - quando permiti que realizassem todas as minhas fantasias. Não poderia fazer a passagem sem saber o que perderia se deixasse toda as minhas vontades para trás. E não deixei nenhuma delas.

Se eu vivesse hoje, provavelmente, não faria somente duas ou três coisas. Afinal, não tive muitos arrepedimentos… Apenas sinto saudades…

27 março 2011

lacuna



Não faço questão do tempo. Para mim não há valor na soma das horas, dias, meses e anos que ficamos juntos. Também não faço questão da ordem que nossa história aconteceu. Não estruturo nosso relacionamento, mas guardo em caixas separadas nossos momentos. Tenho medo de perder a minha memória ou de ter esta roubada pelos fatos inesperados da vida. Mas não faço questão de etiquetar nossas caixas de memória, pois quero ter a surpresa de viver coisas boas e ruins, confusas ou certas há qualquer momento. Vou mantê-las assim, espero que compreenda.

Aprendi muito com a nossa história. E reaprendo com as nossas fotografias, principalmente quando as espalho pelo chão da sala. Palco para algumas. Certas me dão o sentimento de que deveria ter feito coisas diferentes e pensado mais em mim; outras, por sua vez, enumeram sentimentos os quais me lembram de que a faca está na segunda gaveta do terceiro armário da cozinha. Resta-me chorar. E você não está aqui para me consolar. Sinto-me pior e guardo as fotografias que contam a parte boa do que vivemos. Por impulso, quase as separo e etiqueto a caixa com o título: “Pense antes de abrir!” ou “Abra somente na companhia de lenços de papel KISS”. Mas esta segunda opção é inviável, pois esta era a palavra que você usava para finalizar os recados que me deixava.

Sabe?! Foi difícil te ver partir, mas sei que é o que precisava fazer para sermos felizes. Afinal, alguém teria que ter tomado essa decisão. Fico feliz que não fui eu, não conseguiria. Fico triste que foi você, sinto sua falta. Espero que eu possa vê-lo qualquer dia, só para me certificar que você está bem. Sua felicidade, neste momento, vai me fazer bem. Sorte, teria se o tempo promovesse isso para mim! Então, quem sabe eu conseguiria colocar em porta-retratos nossas boas lembranças.

17 novembro 2010

Chovia, mas ela aceitava com felicidade as brincalhonas gotas que a beijava. Entre um rodopiar e outro, encantava quem passava. É possível afirmar também que ela era a cor mais viva entre os vários guarda-chuvas coloridos que existiam ali. Mesmo girando, girando e girando; eles não conseguiriam roubar a cena. Desculpe meus amigos, reconheço tal importância, mas hoje a cena já foi roubada. Ela possuía um sorriso tão sincero e realizado, que era impossível não notá-lo. Afinal, não são todos os sorrisos que

"Era um sorriso de felicidade tão importante que todos deveriam tentar", pensei. Observador que era, deduzi que ela estava apaixonada, e então mais uma vez pensei há quanto tempo não me apaixono? (...) Vazio... Senti vazio.

02 março 2010

Vento que chove em minha janela.


Chove lá fora, mas eu só ouço o barulho do vento. Ele grita baixinho, e quando pareço não dar muita atenção a esse quase sussurro, ele grita o meu nome. Contudo, o que precisa não é de atenção. Ele espera por mais, talvez um carinho... Quando abro a janela, ele não entra. Convida-me para sair, para brincar com ele. Então, percebo que ele espera mais do que atenção, mas do que carinho... Logo, eu saio. Entretanto, ele se assusta. Foge de mim? “Por quê? Era ele que me pediu para sair!” Corro atrás dele. Entre curvas, pedras e poça d’águas não o encontro. Volto para casa, triste, confuso, decepcionado... Então, percebo que não era o vento que fugia de mim, mas sim, o calor do meu corpo que não o deixava se aproximar. Penso, “será que não devo me manter frio em sentimentos para aproximar os bons ventos?”.

13 outubro 2009

Toda mulher é uma Mona Lisa.

Quando Leonardo da Vinci reproduziu Mona Lisa, ele sabia que o secredo de qualquer mulher está em um olhar fixo junto a um sorriso carismatico e tênue., misto de mistério e oculto em fantasia.

Era tarde...

Minutos passado das doze horas, e ainda não tinha conseguido dormir. Sei a causa do que não me deixa adormecer, sei também que tenho algo a esconder e a revelar, mas sei o que me provoca e me acalma; e o pior de tudo, sei qual é o meu desejo e o meu remédio.

***

Hoje, completo minha maioridade translúcida e transviada, mas o que sei ainda macera e me machuca por dentro. Uma dor que me compõem e me agrada, que não se consome e me subestima. Porém, posso exercer qualquer um dos papeis que me responsabilizo, isso eu garanto! Ser santa ou puta, dona de casa ou mulher de rua, não importa!

Porém o meu pecado é deixar o meu inconsciente ainda distorcido pela política dos bons costumes e pelo bom senso da moral agregar a mim papeis os quais em minhas criações eu não represento. Assim sou o que quero ser dentro das minhas hilárias e verídicas fantasias. Mas só eu sei o que sou e o que represente dentro desta sociedade falecida e regrada por uma ideologia caquetica e hipocrita.

***

Em meu quarto, o escuro e os vivos traços da luz da lua foram os unicos companheiros que assistiam e completavam minha imaginação, e os dois elementos realizaram e compartilharam do momento, o qual o meu corpo era o único protagonista.

Era uma noite quente, tão quente capaz de penetrar minha epiderme e estimular minha criatividade. Já ansiosa e imaginativa. Presa dentro do meu quarto, segui em direção ao espelho e ao tocar meu lábios, senti a necessidade de deixá-los úmidos.

Umedecidos, então, com minha saliva; percebi que somente ela não seria suficiente para aquietar os meus pensamentos. Assim, fui de encontro com a primeira gaveta de meu armário e peguei um Gel Labial e ao passá-lo, massageei carinhosamente a superfície de meus carnudos lábios, os quais tenho a certeza de que provoca, em quem os prova, desejo.

A unica coisa, além do GEL DO BEIJO, que me tocava naquele momento era uma Calcinha Erotica que compunha a minha imaginação e me assediava a liberar qualquer intima-retraída-restrita emoção.

Embora, a luz da lua tenha me ajudado ao utilizar o espelho, precisava de algo mais forte e que fermentasse aquela noite de forma masculina. Foi então que lembre de uma Vela em formado de pênis, objeto, o qual guardo em um esconderijo secreto, o qual é irrevelável. Todos temos segredos, não é verdade?

Contudo, ainda faltava algo! Não sentia que minha imaginação estava completa. Por muitas vezes, nós mulheres achamos que o ser masculino é o ingrediente principal e que este é obrigatório para qualquer cena de ação, desejo, sexo e fantasia. Porém a verdade é que o mesmo apenas e um adereço para apimentar o que já conhecemos: a nós mesmas.

Tendo essa certeza, ocultei o carnal e me concentrei no que já havia por experiência sofrido, e debaixo do colchão peguei um Vibrador Clitoriano e liberei todos os desejos que estavam amarrados, até então, pelas imposições externas e irreais.

...e após todo esse incidente, afirmo que não várias, mas uma vez foi essencial para eu planejar as várias noites que se dão por consequência.

24 junho 2009

O bom senso do julgamento.


Caminhando pelas travessas movimentadas, percebi que todas são como devem ser. Algumas são estreitas e de difícil acesso, outras largas e esburacadas, outras ainda escuras, tortas e intimidadoras. Porém, as que mais impressionam são as limpas, floridas e bem arquitetadas. Ninguém gosta de coisa feia, mas poucos sabem aproveitar e/ou transformar o feio em bonito. E quando alguém resolve o fazer, pronto, este virou gênio. A observação de quem passa por estas é única. Cada ser tem o seu julgamento. O simples é respeitar. Às vezes o fato de ouvir e perceber o momento do próximo facilita na convivência. Se houver descuido e isto causar divergência de opiniões, seja sincero consigo mesmo e verifique se sua opinião está bem argumentada, pois falar é fácil, mas ouvir é dificílimo. Falar de ‘gostos’, então, é ainda mais difícil, pois cada um tem um, e ninguém respeita o do próximo. O que é bonito a você, não necessariamente deve ser bonito a todos! A maturidade, sim, deve mora em todos, mas vai se saber o significado desta para alguns?! Então, se você se julga um ser que a evoluiu, porque não respeita e retira de qualquer travessa o que a você é melhor, aquilo que o irá fazer bem? Lembre-se que respeitar é algo que arquiteta e arboriza, e assim, deixa linda qualquer travessa. Obrigado!

09 junho 2009

A relação entre Vida e Viver.


A vida
começa, inicia-se ligeira, mostra-se verdadeira. Mentira aos olhos de quem não bobeia. Astuta é a consciência de quem sabe o que deseja. Na verdade o querer é complemente da impotência do poder. O tempo passa, nasce e morre. Não perdoa nem quem tem fome. Quem é fraco logo será pisoteado, por isso cabe a quem dirige o carro ter amizade com o inevitável. Quando se é pequeno deseja-se crescer com a fantasia de querer a independência ter, mas logo quando se percebe que a vida não é brincadeira, regride-se a ponto de abaixo da saia da mãe querer se esconder. Assim, a família ainda é o melhor alicerce que se pode querer. Por isso, relacionamento é igual ao tempo, nasce, desenvolve-se e logo adiante tende à morte, morre, mas cabe ao juízo pessoal, e/ou conjugal, qualquer pepino resolver. Afinal de contas, o que é uma vida sem alguém para te ensinar
a viver?

05 junho 2009

Para construir alegria é preciso apenas se permitir.


“As pétalas estão caindo. Ela morrerá, papai?”, questiona a garotinha, que curiosamente não está preparada para a vida. Ela com aproximadamente sete anos, carinhosamente, coleta cada pequena experiência daquela linda margarida, objeto de ternura e composição do ambiente terapêutico da vida cotidiana do homem – ou desde que se conhece por tal. O olhar atento a essa transformação se confronta com o seu íntimo ainda não amadurecido. Entre o real e imaginário, a certeza que tem é que esta perante algo que tem vida, assim como ela – detalhe aprendido nas aulas da senhora Socorro, professora do primeiro ano ou primeira série em nossa época. Em uma tentativa de explicar tal pergunta àquela garotinha, José, pai de Marianna, diz: “Minha amada filha. As pétalas caem, porque até mesmo as flores necessitam de alegria para viver. Não percebe? O papai e mamãe estão sempre felizes... Porque nossa maior alegria e ter uma filha tão linda como você. Às vezes, quando estamos tristes precisamos de algo para nos animar. Para começar de novo e fazer com que essa alegria dure para sempre. E essa pequenina margarida está fazendo isso. Está começando de novo e dando a si uma oportunidade para recomeçar.”

27 maio 2009

Acertando os ponteiros do respeito.

A professora pergunta se eu esqueci o relógio em casa. Sem entender, entro e sento. Ela faz cara de brava e insiste. Sorrio e digo que não sei ver as horas. Ela, então, me pergunta como um homem do meu tamanho não sabe ver as horas. E, após pensar bastante, eu digo a ela que como pode uma mulher maior que eu não ser paciente com um atraso. Mais uma vez, ela me mostra a indignação em traços oblíquos. E eu, sem medo do mesmo, pergunto como pode alguém ficar tão brava com alguém que ainda não foi instruído para ver as horas. E ela, ao respirar e pensar por alguns minutos, diz-me pacientemente que se desculpa pela falta de carinho, e então, retoma a matéria e promete me ensinar a ver as horas. Eu a prometo não me atrasar mais após isso ocorrer.
Naquele dia, fui para casa pensando sobre como é possível estabelecer relações saudáveis com quem foi instruído para tal. Como é possível haver paz, quando se tem respeito e amor ao próximo. E que sempre é possível aprender muito com alguém que tem sensibilidade e paciência para ensinar. Mais importante que isso é ser fiel ao contrato estabelecido, preservando os próprios valores e respeitando os do próximo. Fui para casa feliz. Aprendi muitas lições em um dia de aula.

20 maio 2009

Por e-mail…

…recebi este, acho que é pessoal. (gargalhadas)

Para que serve uma relação?
Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
"Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido.
Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
Dr. Drauzio Varela

16 maio 2009

Indignação

Em minha fase adolescente, quando mensagens envolviam e protegiam balas saborosas e inocentes, havia a emoção sem análise da descoberta dos verdadeiros encantos de uma juventude ainda não formada. Tais mensagens ajudavam e davam efeitos graciosos aos tais que veriam acontecer com o amadurecimento e fortalecimento do ser, como matéria de colaboração social, provocado pelos efeitos das experiências vivenciadas.
Lembro que certa vez, na ansiedade de uma dessas leituras, presentes gratuitos que vinham com o doce sabor da goma artificial, havia tal mensagem:

“Leva um minuto para conhecer uma pessoa especial,uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la e mais do que uma vida inteira para esquecê-la.”

Hoje, quando estava no metrô, observei as pessoas e me questinei: Somente eu li essa mensagem ou todos esqueceram de valorizar o ser humano como essência, absorver a mensagem existente no mesmo? O que é mais importante: o presente e único sabor de cada um ou a insubstituível essência?

12 maio 2009

“Tudo se resolve na cama”, disse ela.

Silêncio. Todos olhavam para mim. Fechei, então, meus olhos com força e com uma pressão sobre-alterna... Mas logo os abri, senti-me no escuro, perdida, com medo. Não gosto do escuro desde quando era criança. Ao abri-los, decepção. Na primeira fila, meu pai, que olhava pra mim de uma maneira estranha, não parecia com reprovação e nem desprezo, mas me olhava fixo, assustou-me, até a compreensão....
Na verdade, naquele momento, eu me reprovei e me desprezei. Era algo que deveria deixar meu pai feliz, e acabei fazendo tudo errado. Acho que coisas como essa não devem acontecer encima do palco com a presença de grandes autores e compositores, na platéia.
- Sabe? Presenças importantes. Enfim...
Mas naquela noite, aconteceu comigo. Dei duro por aquilo, machuquei-me por um sorriso. O sorriso de meu pai... E foi arruinado... Tudo, a apresentação e a felicidade de meu pai...
- Saco!
A música, a platéia e as outras bailarinas apenas me viam correr para coxia. E lá, meu pai, que já me esperava com os braços abertos, calou-me apenas com o sorriso estampado. No primeiro momento, não o entendi. Mesmo assim, confusa e molhando a manga do casaco, queria pedir desculpas, pois fracassei. Porém, mesmo soluçando tanto que me impossibilitava de pedir qualquer coisa, fui levada ao inconsciente após ouvir de meu pai aquilo que jamais esquecerei.
- Filha! Você sempre foi a ovelha negra da família. Logo, sempre será especial aos olhos de quem a olhar, pois não existe o certo sem o erro. Não existe o amor sem o permitir-se a amar. E eu te amo muito nessa troca louca de pai e filha. Não existe mais felicidade de saber que os frutos planados hoje serão o alimento do mundo amanhã. Eu te amo mesmo sendo a minha ovelhinha chorona.
Após tal cena, cerca de 15 anos atrás, e mesmo ainda xingando a fita de minha sapatilha, eu digo em bom tom e com o coração acelerado, pois jamais irei me deixar esquecer.
- Da mesma maneira que não existe, nos dias atuais, o amor sem o sexo, mesmo sendo descartável, frio e sem sentido, sem o sexo não se chega ao amor. Após ter crescido e ter se tornado mulher, creio que foi o exemplo mais humano que obtive para resumir o que vem a seguir. Desculpe-me a brincadeira... Então, agradeço a todos os momentos e a todos os sexos feitos também, desculpe-me, para afirmar que não poderia chegar a ser alguém insubstituível, hoje, se meu caminho não tivesse sido feito de derrotas e fracassos, pois se fosse fazer uma comparação entre a vida e a cama, diria que tudo no final se resume na cama. Uma grande amiga, pois esteve presente em minha vida em todos os momentos felizes e tristes. Ainda bem que mais felizes e prazerosos que triste. Desculpe-me desabafei.
Ia me esquecendo... Obrigada, pai! Por me apoiar até mesmo nas derrotas e em meus fracassos. Eu te amo.

03 maio 2009

O tempo não pára…


“Parei, por um momento, parei e refleti no que realmente sou e represento. Senti-me longe, perdido e aniquilado. Por um momento, voltei no tempo... Mas jamais encontrarei um maluco arquiteto, amigo das máquinas, que construa uma nave do tempo, para que eu volte e diga o que, realmente, gostaria que tivesse acontecido.
Sinto-me sujo, mendigo de meus próprios atos. Sinto-me vazio... Pois já tinha escolhido sem mesmo ter conhecido. Sinto que o amar platônico um dia construído é o fogo que, hoje, dentro de mim não se apaga, e que assim mesmo, atenta a me queimar, a me consumir, a me fazer pagar pelo meu erro.
O tempo não pára. – alguém um dia cantou – complemento, O tempo não pára, mas nos mata sem dar explicação.
Sem respirar, sinto que o gelo do lar se aquece no meu próprio pensar. Eu tinha a certeza de que era a pessoa certa – eu e ele –, de que era para ser meu. Se as palavras, realmente, têm o poder de atrair o que queremos. Quero tê-lo em minha vida... Esperarei. Não sei... Se eu serei aceito, posso ter perdido a oportunidade para sempre... Não sei... Pode ser um engano, um erro, um rabisco... Não sei... Principalmente, não sei o que o amanhã me reserva... Mas sei que era para ser você.
Estou voltando... Situando-me... Estou chorando... Estou sentindo... Estou mudo... por quê?
Não sei... Quero ler de novo... Quero esfregar tudo de novo na minha fase de papel machê e mostrar para mim mesmo que sou um lixo por deixar “algo” sem saber a verdade... Não vivo novela, não vivo romance e muito mesmo temas catalogados em prateleira de locadora... Não sou como os movimentos literários... Não sou... Não sou nada, talvez!”
Com as lágrimas escorrendo e molhando o diário feito com jornal e folhas de pão, fechou o seu diário improvisado e foi caminhar pelo jardim para sanar as dúvidas, as quais contemplavam o momento e riam do amor, que mais uma vez habitava nas fracas pessoas daquela época.

Everybody Hurts

(Michael Stipe / William Berry / Peter Buck / Mike Mills)

When your day is long
And the night
The night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Well hang on
Don't let yourself go
Cause everybody cries
And everybody hurts
Sometimes
Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
(When your day is night alone)
Hold on, hold on
(If you feel like letting go)
Hold on
If you think you've had too much of this life
Well hang on
Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand
Oh, no
Don't throw your hand
When you feel like you're alone
No, no, no, you're not alone
If you're on your own
In this life
The days and nights are long
When you think you've had too much
Of this life
To hang on
Well, everybody hurts
Sometimes, everybody cries
And everybody hurts
Sometimes
And everybody hurts
Sometimes
So, hold on, hold on
Hold on, hold on
Hold on, hold on
Hold on, hold on
(Everybody hurts
You are not alone)

29 abril 2009

Esquizofrenia


Cheguei à estação. Olhei para os lados. Senti-me perdido, só... Um desabrigado... Mendigo do meu orgulho, fui à cabine. Lá, comprei o bilhete com o troco do café das sete horas – adoro café mais que refrigerantes – para me inserir ao fluxo dos outros orgulhosos, os quais possuíam um destino certo. Posso dizer que tal afirmação não é precisa, mas ao me olhar em um velho e esbranquiçado reflexo provocado pelo sol, tive a sensação de que eu era o único que não tinha um destino definido.
Já próximo à linha que me mantinha entre o estar perdido e o me perder de vez, fui pego pela mão. Fiquei parado, sem reação. Não sabia se olhava para quem me segurava ou se gritava pela liberdade. Não tive sentimento nenhum, pois o medo já me prendia em uma cegueira desigual. Não consegui soprar o grito, nem o medo, nem uma palavra de questionamento. Meus ouvidos, portas de comunicação com as frustrações do universo, eram um dos únicos aparelhos que funcionavam sem alteração naquele momento.
Dentro de minha caixa encefálica ecoaram as palavras que me trouxeram a real coragem, para que eu expusesse a condição frente à compreensão. E ao virar para ver quem suavemente me despertava, levei um subalterno susto. O que me segurou? O que me condicionou? O que ou quem me manifestou a reação de me encontrar? Quem aos meus tímpanos disse “Você é a preocupação mais interessante que possuo em vida, volte para casa. Volte para quem ama. Pois eu te amo!”.
Até agora, não sei o que dizer, o que pensar, o que imaginar, a quem procurar. Até agora, as certezas que tenho são incertezas irreais para quem eu vomitar tal fato. Nem todos estão preparados para entender o semelhante. Nem todos estão dispostos e com tempo para dar ouvido ao cotidiano alheio. Nem todos estão quentes realmente para ser o agasalho dos, até mais, confusos sentimentos externos. Por isso que quando ouvi tal conhecida e espiritual voz, a única coisa que pensei foi em voltar para os braços do meu amado, e deixar minha história continuar a fim de viver cada único momento como imortal. E então, parti da estação com o destino de volta para casa.

It's A Long Way

Olivia Broadfield

Woke up this morning singing an old Beatles song
We're not that strong my lord, you know we ain't that strong
I hear my voice among the others
Through the break of day
Hey brothers
Say brothers
It's a long...way
It's a long...way
It's a long and winding road (it's a long way)
It's a long and winding road (it's a long way)

26 abril 2009

Casamento Gay é tudo, apoio!


Criar caminhos... Situações... Novas expectativas... Amores... Ah! Como é bom ser e estar vivo para se debruçar na janela da vida e apreciar cada moderno sentimento espontâneo que se forma, e a cada recente fase que se freqüenta poder se deliciar e modelar as idosas ideologias que ao longo das décadas vêem sendo quebradas.
Há vários temas que me norteiam pensamentos subliminares – casamento, namoro, sociedade, filhos, animais de estimação, valores, sexo, homossexualidade, heterossexualidade e afins – estes mais proibidos de ilusões criadas e, até hoje, criticadas pela própria ideologia formam o que chamo de hipóteses da vida saudável.
O discernimento de praticar e viver bem com a opção escolhida é a moralidade de cada feliz ou infeliz praticante. Assim as escolhas feitas não podem ser transferidas ou determinadas ao próximo, pois, por mais, que todos digam possuir o direito do pensamento livre, poucos o usam de maneira cautelosa e atenciosa, ou seja, transferindo julgamentos a seus próprios condicionados atos.
Seriamos o que não somos sem as ideologias, afirmo por opinião pessoal. São estas que nos transfere a responsabilidade de bons meninos e bons senhores encurralados pelos diversos papéis já expostos. Pobre de nós, formiguinhas mandadas desde o nascimento!
Entretanto, o ditado popular é bem claro, “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. E logo em seguida, para quebrar o contradito anterior, “Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra”. Concluo, então, que – mandados ou mandando, sendo ou estando – somos o que somos, e assim, devemos de fato procurar pelos nossos semelhantes. Logo, todos têm as diversas opções do poder errar, tentar e gozar das felicitações, ainda mais, se tudo der certo e for próspero. A felicidade mora, então, dentro de todos!
Vai uma dica! Cuide da sua e deixe a do vizinho. O direito de uso pertence ao consumido, e não ao consumidor.
Enfim, por que não se jogar de cabeça no diverso? Fazer dos novos caminhos situações agradáveis, onde nestes as juvenis expectativas sejam alagadas de amores inesquecíveis. Ademais, o verbo ser e estar está presente no vocabulário universal, e não é algo imoralmente desconhecido!
Vai mais uma dica! Seja, e esteja nos caminhos de, sua própria ideologia. Se o importante é viver, porque não tentar viver a sua e não a vida de seu dessemelhante e/ou semelhante?
;)
Beijocas e Obrigado.

24 abril 2009

Conversa de gato.


- É tão bom estar aqui…
- Sem dúvida…
- Sabe de uma coisa?
- O quê?
- Eu gosto muito de você…
- Eu também te amo! Muito…

21 abril 2009

Nem toda razão é bem fundamentada.


Em uma fazenda, não muito longe daqui, há um muro que separa duas grandes famílias. Estas, típicas do interior, omitem suas rivalidades e vontades há muito tempo, a fim de nem isso compartilhar. Por um tipo de conflito interno, tendem a brigar constantemente pela posse das terras que julgam as pertencer, porém não as fazem, pois há falta de paciência até mesmo para discutirem sobre o mesmo – enfim, preferem fazer jus ao muro que erguido há tempos estremece com as pisadas de seus vizinhos.
A vizinhança, que saboreia essa delicada disputa, não opina e muito menos ajuda ambas as partes, apenas – digamos, tenta entender o por quê. Estes simpáticos vizinhos não entendem – mesmo tentando o fazer –, porém se questionam o do por quê de brigar por uma posse do que a eles mesmos pertence, pois são todos providos das mesmas raízes e tiveram a mesma origem. São gêmeos do mesmo nascimento.
Entretanto, há um fato curioso sobre a família e o muro estabelecido. Supostamente primos, duas crianças brincam todos os dias de manhã próximos à estrutura de pedra, deve ser porque ali há uma imensa quantidade de insetos, o que provoca o aguçado instinto masculino do menino de saber de onde eles vêm, do que são feitos e o que fazem? – coitadinho dos bichinhos que serviram de experimento científico, provavelmente ele deva ter seus dez anos de idade; e logo, pela magnífica beleza das margaridas que do outro lado do muro habitam, a menina com seu carinhoso coração as admira e as trata como amigas e irmãs, aceitando o imaginário convite para um cordial café da manhã, não se sabe qual a idade desta garotinha, porém as bocas da vizinha suspeitam que ela deva ter seus delicados anos à frente ao menino.
De qualquer maneira apesar de não se conhecerem, apenas se escutam e às vezes conversam, porém não chegam a um senso comum, pois ela quer falar sobre sua linda família de margaridas e ele dos seus intrigantes insetos, que para ela são nojentos.
Porém, o mais intrigante ainda é o por quê de não pularem o muro. A menina que poderia escalar o muro não o faz, pois é muito medrosa e imagina que do outro lado possa existir alguém que a faça mal, como confiar em alguém que brinca com insetos? Ele, o menino, mais corajoso não o faz por não alcançar o muro, ele é muito baixinho.
E assim, os dois ficam imaginando como deva ser do outro lado, esperando que essa briga boba e sem juízo de seus pais termine para que o muro tomba e a curiosidade morra com a queda do mesmo. Enquanto isso os dois jovens tentam se entender para que quando crescerem, saibam cultivar o respeito de que todo mundo tem um pouco de razão e um pouco de emoção, e embora muitas das vezes não se entenda, deve-se respeitar os mistérios de qualquer morada, de qualquer fazenda, pois se observarmos, minuciosamente, enxergaremos que há inúmeros muros a serem tombados em todos os lugares, e que é preciso de naturalidade e tempo para que isso aconteça. Até lá, resta-nos paciência, respeito e agradecimento. Obrigado.

14 abril 2009

UM capítulo do que SOU.

Entrou, desesperadamente, no quarto. Correu a gaveta com maçaneta enferrujada. Ao abri-la, vento... Não havia nada dentro de seu esconderijo desprotegido. Pensamentos vieram à cabeça. Perguntas e mais perguntas não se respondiam, atrapalhavam apenas. O precisar era o mais importante que o procurar. Dúvidas, medos, anseios davam-se por insatisfeitos. Lágrimas, mais uma vez, elas concretizavam a cena de frustração de um ser inconsciente. Mas tal estado mudou, quando uma segunda ofegante entrou pela porta rachada pelo tempo úmido daqueles dias. Sua sombra encobria o primeiro que derramava vida no assoalho comido por cupins. Com passos de gato, cuidadosamente, colocou-se a altura de mim, e com voz cintilante disse, “Eu voltei, para não mais ir. Saiba que nunca deves deixar sua gaveta vazia. Seu templo, sua alma, sua vida devem ser preenchidos com os pertences que ama, gosta e compartilha. Cuide deles para sempre compartilhar. Procure, ache, precisar. Faça aliança com os sentimentos mais tristes, eles também precisam de alguém, de atenção, de companhia. Sonhe, meu melhor amigo. Sonhe...”

12 abril 2009

Obrigado, e FELIZ PÁSCOA.


A cada dia que acordo tem sido um dia novo. Meus sonhos... Meus objetivos, e até mesmo, minha metas, seja lá como quiser chamar, estão firmes a cada dia. A cada dia, venho sentindo que um novo ser, um melhor, cresce dentro de mim. Talvez, eu tenha perdido tanto tempo comigo, que sinto que agora eu esteja pronto para compartilhar tudo com um alguém... Ou pelo menos, irei tentar...
Com meus amigos, irmãos, família... Com uma nova vida... Comigo.
Já sobrevoei a tantos lugares, já fui visto e vi tantas diferentes paisagens, já acumulei tantas ricas idéias, pensamentos e projéteis, que agora, sinto que o que mais importa é viver a esperança de: eu faço o melhor a cada dia. O novo sempre irá existir, estou pronto, estou vivo, estou sem... Escudos. Estou esperando...
Quero errar às vezes, sempre que possível, para não deixar tudo lindo, perfeito, em flores, embora estas sejam um exemplo de únião, simplicidade e amor. Quero o medo como amigo, para me mostrar sempre que eu estiver confiante que este só me atrapalha de verdade... Quero estar junto, próximo, sentir-me amado. Quero amar.
Quero compartilhar com todos, meu carinho, um Feliz Páscoa.
Obrigado.