20 setembro 2009

Obrigado ‘Passos’

“Nasci no Bexiga,
e lá me criaram
Por certo, um dia, eu virei ‘arquiteto’.
Depois ‘professor’.
Depois ‘cenógrafo’.
Depois ‘pintor’.
Desenho desde criança.
O teatro me ensinou a vida;
a arquitetura o espaço,
o ensino a sinceridade,
a pintura a solidão.

Flávio Império (1935 – 1985)

Acreditamos na magia, no poder,
na sensualidade, na vivacidade,
na introspecção
e no tempo.

Acreditamos na conquista,
na vida, no viver inconsciente,
na transformação
e no corpo em movimento.

Acreditamos no passado transformado,
no presente formulado,
talvez, nosso erro deva ser
viver em um futuro planejado.

Acreditamos nas moradas,
nas almas que sabem amar,
que sabem olhar,
conversar,
criar, imaginar
compor e transformar.

Acreditamos em nós,
pois somos o espelho dos nossos atos,
sabemos, supostamente, onde erramos,
consertamos, ainda hoje, como podemos,
multamos e deixamos como acreditamos,
somos lúdicos, bobos, perdidos, firmes,
simplesmente,
sensíveis.

És sensível,
simplesmente,
carinhoso, atencioso, presente, amigo,
mesmo distante,
multa e deixa como acredita ter que ser,
sinaliza, ainda hoje, como pode,
sabe, supostamente, onde erra,
pois és um parceiro exemplar
para os que sabem valorizar,
dever ser valorizado.

Acredito nos Passos
de quem passa
e ainda contribui
para os Passos de quem não sabe caminhar,
apenas sabe correr,
almeja arquitetar.

Agradeço, de coração, muito.

E de longe admiro

e acredito

nos seguros e seus
traçados


Passos.

Obrigado!

14 setembro 2009

Claro que é sorte!

Quero olhar para você
E ver que realmente admira o que vê.

Quero através dos teus olhos ver
A minha imagem transversal.

Quero me sentir vivo,
Ver-me em três dimensões.

Quero com você sonhar,
Tornar tudo possível,
Transpor do imaginário
Uma sensação amável.

Quero correr,
Andar,
Sentar,
Deitar,
E dormir como criança.

Não precisa ser em seu colo,
Mas quero sentir sua presença.

Pode ser do lado direito ou esquerdo da cama,
Mas, por favor, não me acorde.

Pois, em sonho,
Vivo um amor que nunca morre.

Mesmo que isso te incomode,
Quero deixar claro
Que o importante
É saber que isso é algo vivo
e muito forte.

Sinto que isso
Não é nada exótico,
Todos querem viver isso também.

Acho que é enorme,
Há bastante espaço
e até camarote.

Mas o que quero de verdade
É apenas que o meu querer
Seja complemento do seu desejar.

Quero que o dialogo
seja o nosso elo mais forte.

Quero, também, que quem nos ver
Não pense que, também,
poderia ter algo vivo como nos.

Mas que sim,
Que este observador tenha o desejo de construir o querer.

Assim como nos aprendemos
a construir o nosso.
E podemos dizer que somos homens de sorte.

13 setembro 2009

Amor Sublime - Catedral


Lembro de você amor
Toda a vez que eu passo aqui
Noites de luar,manhãs de sol
A iluminar os nossos destinos
Sei que não há mais ninguém
Que possa me preencher
O amor com você,é mais bonito,é todo azul mar
Vem me fazer feliz oh! meu bem...

Com você tudo é diferente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem
Nosso amor é sublime,é nascente
E eu te quero pra sempre, oh! meu bem...

O teu nome eu gravei
Dentro do meu coração
Tem uma canção,com o vento
Ter o teu olhar,vejo tudo
Que um dia eu quis ver
Nada é igual à você
Com o seu amor
Tudo é mais simples,é todo azul do mar,
Vem me fazer feliz oh!meu bem...

Com você tudo é diferente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem
Nosso amor é sublime,é nascente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem...

Sei que não há mais ninguém
Que possa me preencher
O amor com você,é mais bonito,é todo azul mar
Vem me fazer feliz oh! meu bem...

Com você tudo é diferente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem
Nosso amor é sublime,é nascente
E eu te quero pra sempre, oh! meu bem...

Com você tudo é diferente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem
Nosso amor é sublime,é nascente
E eu te quero pra sempre oh! meu bem...

Oh! meu bem...

10 setembro 2009

O tempo não para, mas nos para.


‘ADEUS
PASSADO
QUE ME PERTUBA,
QUE ROUBA MEU PRESENTE,
QUE DESTROI MEU FUTURO.
FORA MOSTRO DE UM SER
REPRIMIDO, CAOTICO E JUVENIL’

, gritou IRaci freneticamente da janela do subSOlo.

07 julho 2009

Uma noite...


O momento começa.
Você não percebe?
É o relógio que marca
As horas que não passam!

As músicas tocam.
E as letras me lembram,
De que não há lágrimas
Para quem chora.

E então, eu vejo
Que o que mais desejo
Depende mais de meu peito
De que de outro sentimento.

02 julho 2009

Just living life!


“Hello.

Don’t be

scared.

I want you to

know,

you’re not

dead.”

25 junho 2009

Dip it low (Christina Milian vs. Kylie Minogue)


He says he wants you, he says he needs you
It's real talk, then why not make him wait for you
If he really wants you, if he really needs you
Really got to have you
Take your time and feel him out
When he's a good boy
I mean a really, really good boy
Why not let him lay with you
That's when you give it to him good
(Chorus)
Dip it low
Pick it up slow
Roll it all around
Poke it out like your back broke
Pop, pop, pop that thing
I'ma show you how to make your man say "Oh!"
Dip it low
Pick it up slow
Roll it all around
Poke it out like your back broke
Pop, pop, pop that thing
I'ma show you how to make your man say "Oh!"
You're getting bold, he's growing cold
It's just the symptoms of young love growing old
You think it's time
And you're thinking of leaving, but give it time
It's late at night, he's coming home
Meet him at the door with nothing on
Take him by the hand, let him know what's on
If you understand me, y'all come on
All my ladies wind it up
If you know just how to move
All my fellas jump behind
And show her what you wanna do
All my ladies wind it up
If you know just how to move
All my fellas jump behind
And show her what you wanna do
(Chorus)
Dip it low
Pick it up slow
Roll it all around
Poke it out like your back broke
Pop, pop, pop that thing
I'ma show you how to make your man say "Oh!"
Dip it low
Pick it up slow
Roll it all around
Poke it out like your back broke
Pop, pop, pop that thing
I'ma show you how to make your man say "Oh!"
We can move if you wanna
We can move if you wanna
We can move if you wanna
We can move...
(Chorus)
Dip it low
Pick it up slow
Roll it all around
Poke it out like your back broke
Pop, pop, pop that thing
I'ma show you how to make your man say "Oh!"
Dip it low
Pick it up slow
Roll it all around
Poke it out like your back broke
Pop, pop, pop that thing
I'ma show you how to make your man say "Oh!"
Dip it low
Pick it up slow
Roll it all around
Poke it out like your back broke
Pop, pop, pop that thing
I'ma show you how to make your man say "Oh!"
Dip it low
Pick it up slow
Roll it all around
Poke it out like your back broke
Pop, pop, pop that thing
I'ma show you how to make your man say "Oh!"

24 junho 2009

O bom senso do julgamento.


Caminhando pelas travessas movimentadas, percebi que todas são como devem ser. Algumas são estreitas e de difícil acesso, outras largas e esburacadas, outras ainda escuras, tortas e intimidadoras. Porém, as que mais impressionam são as limpas, floridas e bem arquitetadas. Ninguém gosta de coisa feia, mas poucos sabem aproveitar e/ou transformar o feio em bonito. E quando alguém resolve o fazer, pronto, este virou gênio. A observação de quem passa por estas é única. Cada ser tem o seu julgamento. O simples é respeitar. Às vezes o fato de ouvir e perceber o momento do próximo facilita na convivência. Se houver descuido e isto causar divergência de opiniões, seja sincero consigo mesmo e verifique se sua opinião está bem argumentada, pois falar é fácil, mas ouvir é dificílimo. Falar de ‘gostos’, então, é ainda mais difícil, pois cada um tem um, e ninguém respeita o do próximo. O que é bonito a você, não necessariamente deve ser bonito a todos! A maturidade, sim, deve mora em todos, mas vai se saber o significado desta para alguns?! Então, se você se julga um ser que a evoluiu, porque não respeita e retira de qualquer travessa o que a você é melhor, aquilo que o irá fazer bem? Lembre-se que respeitar é algo que arquiteta e arboriza, e assim, deixa linda qualquer travessa. Obrigado!

23 junho 2009

Ousadia


De pé na cadeira, eu grito!
Liberto tudo o que penso, todas as imaginações figurativas de quem aceita até os mais fortes tapas de pelica do universo.
E, meu ‘cú’ para o universo!
Simplesmente, grito todos os ‘foda-se’ inconscientes.
Digo o que penso.
Dirijo da minha maneira, e mostro o porquê de eu ser único.
Sem medo da verdade, sapateio no meu orgulho humanitário, e vomito o ‘eu posso’, o ‘eu quero’ e o ‘é meu’.
Parodiando, intimido: Venha a mim as críticas!
Publicamente, decreto e – as atitudes externas que envenenam o meu bom gosto de observação, de conduta, fazem de minhas experiências práticas casos de estudo para a sociedade moderna – grito:
Sinto-me forte, sinto-me eu e sou o que sou, simplesmente porque não sou você!

21 junho 2009

Intuição (Oswaldo Montenegro)


Intuição

Oswaldo Montenegro

Composição: Ulysses Guimarães

Canto uma canção bonita,
Falando da vida, em 'Ré maior'.
Canto uma canção daquela
De filosofia,
Do mundo bem melhor.
Canto uma canção que agüente
Essa paulada, e a gente
Bate o pé no chão.
Canto uma canção daquela
Pula da janela
Bate o pé no chão.
Sem o compromisso estreito
De falar perfeito,
Coerente ou não.
Sem o verso estilizado,
O verso emocionado
Bate o pé no chão...
Canto uma canção bonita
Falando da vida, em 'Ré maior'.
Canto uma canção daquelas
De filosofia,
E mundo bem melhor
Canta uma canção que agüente
Essa paulada, e a gente
Bate o pé no chão.
Canto uma canção daquela
Pula da janela
Bate o pé no chão.
Sem o compromisso estreito
De falar perfeito,
Coerente ou não.
Sem o verso estilizado,
O verso emocionado
Bate o pé no chão...
Canto o que não silencia
É onde principia a intuição
E nasce uma canção rimada
Da voz arrancada
Ao nosso coração
Como, sem licença, o sol
Rompe a barra da noite
Sem pedir perdão!
Hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão!
E hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão!
Sem o compromisso estreito
De falar perfeito,
Bate o pé no chão
Sem o verso estilizado,
O verso emocionado
Bate o pé no chão...
Canto uma canção bonita
Falando da vida, em 'Ré maior'.
Canto uma canção daquela
De filosofia,
Do mundo bem melhor.
Canto uma canção que agüente
Essa paulada, e a gente
Bate o pé no chão.
E hoje quem não cantaria
Grita a poesia.
Bate o pé no chão...

16 junho 2009

Ana Carolina - Medley da Porta


Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Eu tranco a porta pra todas as mentiras
E a verdade também está lá fora
Agora a porta está trancada

A porta fechada me lembra você a toda hora
A hora me lembra o tempo que se perdeu
Perder é não ter a bússola
É não ter aquilo que era seu
E o que você quer? Orientação?

Eu vou contar pra todo mundo, eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite completamente nua
Quem sabe então assim, você repara em mim
Quem sabe então assim, você repara em mim

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você
Vou deixar a rua me levar, Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você

É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você

Eu quero te roubar prá mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino

Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só já era o que eu queria achar
Quando você, chama meu nome
Eu que também não sei a onde estou
Prá mim que tudo era saudade, agora seja lá o que for

Eu só quero saber em qual rua minha vida, vai encostar na tua
Eu só quero saber em qual rua minha vida, vai encostar na tua

12 junho 2009

Texto de Arnaldo Jabor ‘Relacionamento’

Relacionamento
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'
- 'É não deu...?'
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante.. .e se o beijo bate...se joga...senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?

Arnaldo Jabor

09 junho 2009

A relação entre Vida e Viver.


A vida
começa, inicia-se ligeira, mostra-se verdadeira. Mentira aos olhos de quem não bobeia. Astuta é a consciência de quem sabe o que deseja. Na verdade o querer é complemente da impotência do poder. O tempo passa, nasce e morre. Não perdoa nem quem tem fome. Quem é fraco logo será pisoteado, por isso cabe a quem dirige o carro ter amizade com o inevitável. Quando se é pequeno deseja-se crescer com a fantasia de querer a independência ter, mas logo quando se percebe que a vida não é brincadeira, regride-se a ponto de abaixo da saia da mãe querer se esconder. Assim, a família ainda é o melhor alicerce que se pode querer. Por isso, relacionamento é igual ao tempo, nasce, desenvolve-se e logo adiante tende à morte, morre, mas cabe ao juízo pessoal, e/ou conjugal, qualquer pepino resolver. Afinal de contas, o que é uma vida sem alguém para te ensinar
a viver?

08 junho 2009

Pedras na calçada.


Ônibus errado,
parada errada,
do jeito que tem
que ser.
No carro se perde tempo,
dinheiro
e aproveita de menos.
Na calçada se vê vida,
pessoas que despertam medo,
anseio,
sentimento.
A trilha é de pedras,
o caminhar não é fácil,
mas o barulho me embala,
me leva de volta a infantil,
me retarda a felicidade,
é meigo,
é hostil.
Como é caminhar
e poder ver a cidade,
que me transmite
tais lembranças
de felicidade.
Mesmo perigosa,
adoro quando
a emoção me provoca
me faz ver
o tempo
de outrora.
Ouvir os passos dados
nesse chão
além me levar ao passado,
me lembra dos amigos
da infância,
seres amados!
A saudade é grande,
mas cada um
tem seu caminho
a percorrer,
que bom seria se todos esses
se cruzassem sem querer.
O ruim é perceber
que logo não mais,
talvez,
poderei isso tudo ver,
pois sempre há alguém
que tapa o caminho
que me proíbe de crescer.
Mesmo assim,
acredito
que tudo é do jeito
que tem que ser.
Por isso, acredito
que o mais importante
ainda é se permitir
e viver.

05 junho 2009

Para construir alegria é preciso apenas se permitir.


“As pétalas estão caindo. Ela morrerá, papai?”, questiona a garotinha, que curiosamente não está preparada para a vida. Ela com aproximadamente sete anos, carinhosamente, coleta cada pequena experiência daquela linda margarida, objeto de ternura e composição do ambiente terapêutico da vida cotidiana do homem – ou desde que se conhece por tal. O olhar atento a essa transformação se confronta com o seu íntimo ainda não amadurecido. Entre o real e imaginário, a certeza que tem é que esta perante algo que tem vida, assim como ela – detalhe aprendido nas aulas da senhora Socorro, professora do primeiro ano ou primeira série em nossa época. Em uma tentativa de explicar tal pergunta àquela garotinha, José, pai de Marianna, diz: “Minha amada filha. As pétalas caem, porque até mesmo as flores necessitam de alegria para viver. Não percebe? O papai e mamãe estão sempre felizes... Porque nossa maior alegria e ter uma filha tão linda como você. Às vezes, quando estamos tristes precisamos de algo para nos animar. Para começar de novo e fazer com que essa alegria dure para sempre. E essa pequenina margarida está fazendo isso. Está começando de novo e dando a si uma oportunidade para recomeçar.”

04 junho 2009

O dançarino da rua.


O vento sopra
lá fora, ele baila,
leve,
mistura
o amor que mesmo
provoca.

Da janela,
eu vejo
como é que tal
efeito
mostra-se
perfeito.

Dentro,
aqui,
sinto a falta
de algo
que não sei,
mesmo, onde mora.

O que sei
é que o vento
que em minha janela
sopra traz
o medo
que me sufoca.

Pergunto, então,
para o dançarino
que me embala.
Por que não leva
de mim o verbo
que me estraga?

27 maio 2009

Acertando os ponteiros do respeito.

A professora pergunta se eu esqueci o relógio em casa. Sem entender, entro e sento. Ela faz cara de brava e insiste. Sorrio e digo que não sei ver as horas. Ela, então, me pergunta como um homem do meu tamanho não sabe ver as horas. E, após pensar bastante, eu digo a ela que como pode uma mulher maior que eu não ser paciente com um atraso. Mais uma vez, ela me mostra a indignação em traços oblíquos. E eu, sem medo do mesmo, pergunto como pode alguém ficar tão brava com alguém que ainda não foi instruído para ver as horas. E ela, ao respirar e pensar por alguns minutos, diz-me pacientemente que se desculpa pela falta de carinho, e então, retoma a matéria e promete me ensinar a ver as horas. Eu a prometo não me atrasar mais após isso ocorrer.
Naquele dia, fui para casa pensando sobre como é possível estabelecer relações saudáveis com quem foi instruído para tal. Como é possível haver paz, quando se tem respeito e amor ao próximo. E que sempre é possível aprender muito com alguém que tem sensibilidade e paciência para ensinar. Mais importante que isso é ser fiel ao contrato estabelecido, preservando os próprios valores e respeitando os do próximo. Fui para casa feliz. Aprendi muitas lições em um dia de aula.

24 maio 2009

gritO

=O gritO

pOrque O mOmentO
nãO existe
e quandO existe,
me
ASSOMBRA,
pOrque O imagináriO
nãO permite
e quandO permite,
me
ILUDE,
pOrque O medO
nãO perdOa
e quandO perdOa,
me
IRRITA,
pOrque O querer
nãO é pOder
e quandO quero,
me
ENTREGO
:/

20 maio 2009

Por e-mail…

…recebi este, acho que é pessoal. (gargalhadas)

Para que serve uma relação?
Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
"Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido.
Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
Dr. Drauzio Varela

19 maio 2009

.Água que me roubam.


.
.A.
.água.
.azul que.
.me esvazia, que.
.me rodeia, que me.
.banha, que me beija, que.
.me enche de novas expectativas,.
.que me solidifica, que me seca,.
.que refletem nos meus.
.olhos azuis,.

é a mesma que dá fases ao meu caminho, que me prepara para a vida, que me previne dos acontecimentos, que me julga em valor, que me apresenta sem pudor, que me purifica, que me renova, que me aconselha, que seca sob a toalha de cor de lágrima.

16 maio 2009

Indignação

Em minha fase adolescente, quando mensagens envolviam e protegiam balas saborosas e inocentes, havia a emoção sem análise da descoberta dos verdadeiros encantos de uma juventude ainda não formada. Tais mensagens ajudavam e davam efeitos graciosos aos tais que veriam acontecer com o amadurecimento e fortalecimento do ser, como matéria de colaboração social, provocado pelos efeitos das experiências vivenciadas.
Lembro que certa vez, na ansiedade de uma dessas leituras, presentes gratuitos que vinham com o doce sabor da goma artificial, havia tal mensagem:

“Leva um minuto para conhecer uma pessoa especial,uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la e mais do que uma vida inteira para esquecê-la.”

Hoje, quando estava no metrô, observei as pessoas e me questinei: Somente eu li essa mensagem ou todos esqueceram de valorizar o ser humano como essência, absorver a mensagem existente no mesmo? O que é mais importante: o presente e único sabor de cada um ou a insubstituível essência?

15 maio 2009

'Fancy coffee… I love this theory!'


At night…

*Would you like drinking some coffee… tonight?

*I’m looking forward to your answer.

*It would be great… for us!Think over‘cause can be dangerous too.

*'Why is my clock always being put forward? Sorry…'

*Can I suggest something else?

*I love smart and naughty boys.

…in the morning.

12 maio 2009

“Tudo se resolve na cama”, disse ela.

Silêncio. Todos olhavam para mim. Fechei, então, meus olhos com força e com uma pressão sobre-alterna... Mas logo os abri, senti-me no escuro, perdida, com medo. Não gosto do escuro desde quando era criança. Ao abri-los, decepção. Na primeira fila, meu pai, que olhava pra mim de uma maneira estranha, não parecia com reprovação e nem desprezo, mas me olhava fixo, assustou-me, até a compreensão....
Na verdade, naquele momento, eu me reprovei e me desprezei. Era algo que deveria deixar meu pai feliz, e acabei fazendo tudo errado. Acho que coisas como essa não devem acontecer encima do palco com a presença de grandes autores e compositores, na platéia.
- Sabe? Presenças importantes. Enfim...
Mas naquela noite, aconteceu comigo. Dei duro por aquilo, machuquei-me por um sorriso. O sorriso de meu pai... E foi arruinado... Tudo, a apresentação e a felicidade de meu pai...
- Saco!
A música, a platéia e as outras bailarinas apenas me viam correr para coxia. E lá, meu pai, que já me esperava com os braços abertos, calou-me apenas com o sorriso estampado. No primeiro momento, não o entendi. Mesmo assim, confusa e molhando a manga do casaco, queria pedir desculpas, pois fracassei. Porém, mesmo soluçando tanto que me impossibilitava de pedir qualquer coisa, fui levada ao inconsciente após ouvir de meu pai aquilo que jamais esquecerei.
- Filha! Você sempre foi a ovelha negra da família. Logo, sempre será especial aos olhos de quem a olhar, pois não existe o certo sem o erro. Não existe o amor sem o permitir-se a amar. E eu te amo muito nessa troca louca de pai e filha. Não existe mais felicidade de saber que os frutos planados hoje serão o alimento do mundo amanhã. Eu te amo mesmo sendo a minha ovelhinha chorona.
Após tal cena, cerca de 15 anos atrás, e mesmo ainda xingando a fita de minha sapatilha, eu digo em bom tom e com o coração acelerado, pois jamais irei me deixar esquecer.
- Da mesma maneira que não existe, nos dias atuais, o amor sem o sexo, mesmo sendo descartável, frio e sem sentido, sem o sexo não se chega ao amor. Após ter crescido e ter se tornado mulher, creio que foi o exemplo mais humano que obtive para resumir o que vem a seguir. Desculpe-me a brincadeira... Então, agradeço a todos os momentos e a todos os sexos feitos também, desculpe-me, para afirmar que não poderia chegar a ser alguém insubstituível, hoje, se meu caminho não tivesse sido feito de derrotas e fracassos, pois se fosse fazer uma comparação entre a vida e a cama, diria que tudo no final se resume na cama. Uma grande amiga, pois esteve presente em minha vida em todos os momentos felizes e tristes. Ainda bem que mais felizes e prazerosos que triste. Desculpe-me desabafei.
Ia me esquecendo... Obrigada, pai! Por me apoiar até mesmo nas derrotas e em meus fracassos. Eu te amo.

03 maio 2009

O tempo não pára…


“Parei, por um momento, parei e refleti no que realmente sou e represento. Senti-me longe, perdido e aniquilado. Por um momento, voltei no tempo... Mas jamais encontrarei um maluco arquiteto, amigo das máquinas, que construa uma nave do tempo, para que eu volte e diga o que, realmente, gostaria que tivesse acontecido.
Sinto-me sujo, mendigo de meus próprios atos. Sinto-me vazio... Pois já tinha escolhido sem mesmo ter conhecido. Sinto que o amar platônico um dia construído é o fogo que, hoje, dentro de mim não se apaga, e que assim mesmo, atenta a me queimar, a me consumir, a me fazer pagar pelo meu erro.
O tempo não pára. – alguém um dia cantou – complemento, O tempo não pára, mas nos mata sem dar explicação.
Sem respirar, sinto que o gelo do lar se aquece no meu próprio pensar. Eu tinha a certeza de que era a pessoa certa – eu e ele –, de que era para ser meu. Se as palavras, realmente, têm o poder de atrair o que queremos. Quero tê-lo em minha vida... Esperarei. Não sei... Se eu serei aceito, posso ter perdido a oportunidade para sempre... Não sei... Pode ser um engano, um erro, um rabisco... Não sei... Principalmente, não sei o que o amanhã me reserva... Mas sei que era para ser você.
Estou voltando... Situando-me... Estou chorando... Estou sentindo... Estou mudo... por quê?
Não sei... Quero ler de novo... Quero esfregar tudo de novo na minha fase de papel machê e mostrar para mim mesmo que sou um lixo por deixar “algo” sem saber a verdade... Não vivo novela, não vivo romance e muito mesmo temas catalogados em prateleira de locadora... Não sou como os movimentos literários... Não sou... Não sou nada, talvez!”
Com as lágrimas escorrendo e molhando o diário feito com jornal e folhas de pão, fechou o seu diário improvisado e foi caminhar pelo jardim para sanar as dúvidas, as quais contemplavam o momento e riam do amor, que mais uma vez habitava nas fracas pessoas daquela época.

Everybody Hurts

(Michael Stipe / William Berry / Peter Buck / Mike Mills)

When your day is long
And the night
The night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Well hang on
Don't let yourself go
Cause everybody cries
And everybody hurts
Sometimes
Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
(When your day is night alone)
Hold on, hold on
(If you feel like letting go)
Hold on
If you think you've had too much of this life
Well hang on
Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand
Oh, no
Don't throw your hand
When you feel like you're alone
No, no, no, you're not alone
If you're on your own
In this life
The days and nights are long
When you think you've had too much
Of this life
To hang on
Well, everybody hurts
Sometimes, everybody cries
And everybody hurts
Sometimes
And everybody hurts
Sometimes
So, hold on, hold on
Hold on, hold on
Hold on, hold on
Hold on, hold on
(Everybody hurts
You are not alone)

01 maio 2009

À José Carlos, de batismo. Zeca, de profissão.

***

S
imples
uma palavra que se fecha
se ajusta sem qualquer pressa

Irriga-se na humildade
minúscula na modernidade
pobre mendiga simplicidade

Moça, cujo nome começa com s,
adjetiva-se insipiente, modesta, pobre, lacônica, esnobe
e com s termina-se o seu nome

Poucos a sabem usar
poucos a sabem experimentar
poucos a sabem viver e a amar

Logo, vivê-la é mais que prática
é essência
é mais que preciso saber sê-la

E sem saber o que significa
fica difícil simplesmente usá-la
pois transforma-se em simples pura teoria

Simples
uma palavra que se abre
se estreita sem qualquer prudência

***